Audiência de custódia foi realizada nesta quinta-feira (3), segundo o Gaeco. Rony Alves (PTB) deve ser interrogado pelos promotores na tarde desta sexta-feira (4). Rony Alves (PTB) foi preso em 22 de dezembro por suspeita de ameaçar uma testemunha da Operação ZR3
Reprodução/RPC
A Justiça de Londrina, no norte do Paraná, manteve a prisão preventiva – que é por tempo indeterminado – do vereador afastado Rony Alves (PTB), em audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (3), segundo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).
O vereador afastado foi preso em 22 de dezembro por suspeita de ameaçar uma testemunha da Operação Zona Residencial 3 (ZR3), que apura um esquema de cobrança de propina para mudanças de zoneamento na cidade. Ele é réu por organização criminosa e corrupção passiva em um processo decorrente da operação.
Ainda de acordo com o Gaeco, o mérito da decisão que determinou a prisão, não foi analisada nesta quinta. Após a audiência, Alves voltou para a Penitenciária Estadual de Londrina I (PEL I). Maurício Carneiro, advogado responsável pela defesa de Rony Alves, reforçou que não houve análise do mérito da decisão que determinou a prisão do vereador afastado, conforme petição do mesmo que tinha solicitado, na data ontem, o cancelamento da referida audiência.
Nesta sexta-feira (4), Alves será interrogado na sede do Gaeco, dentro do Procedimento Investigatório Criminal, que apura se ele praticou o crime de testemunha no curso do processo, descumprindo as medidas cautelares impostas anteriormente, segundo informações do Gaeco.
A prisão
A prisão preventiva foi determinada pela juíza de plantão, Claudia Andrea Bertolla, em 21 de dezembro, depois de um pedido feito pelo Gaeco. Alves, que estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, foi preso na casa dele, por volta do meio-dia. De acordo com o pedido do Gaeco, em 7 de dezembro, Junior Zampar, a principal testemunha sobre o esquema de corrupção, foi abordado por Alves quando saía de uma agência bancária da cidade e seguia para o estacionamento. Segundo relato de Zampar, o vereador afastado fez ameaças em relação aos depoimentos e o papel dela nas investigações. Foram anexados ao documento imagens de câmeras de segurança da agência que, segundo o Gaeco, mostram Alves caminhando ao lado e atrás da testemunha. Além disso, o relatório de geolocalização da tornozeleira usada pelo vereador afastado comprovou que ele esteve na agência bancária no dia e horário indicados por Zampar. No dia da prisão, o advogado Maurício Carneiro, responsável pela defesa de Rony Alves, confirmou que o vereador afastado encontrou a testemunha no banco, mas negou qualquer tipo de ameaça. A Operação ZR3
A Operação ZR3 foi deflagrada pelo Gaeco em janeiro deste ano. Em 9 de fevereiro o Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou uma denúncia contra 13 pessoas por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva. Entre os acusados estão os vereadores afastados Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB), servidores públicos municipais e empresários. Conforme o documento, Takahashi, até então presidente da Câmara, e Rony Alves, seriam os líderes da suposta organização criminosa. Os dois negam as acusações. Um servidor público, responsável pelo setor de loteamentos da prefeitura, seria o braço do grupo no Poder Executivo. Em 19 de fevereiro, a Justiça aceitou a denúncia, e as 13 pessoas denunciadas viraram rés por envolvimento nas supostas irregularidades. Veja mais notícias da região no G1 Norte e Noroeste.

Fonte: G1

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