Decisão liminar, desta sexta-feira (4), considerou que os fatos descritos pelo Gaeco não configuraram intimidação. Rony Alves (PTB) é réu em processo que apura esquema de cobrança de propina para mudanças de zoneamento em Londrina. Rony Alves (PTB) foi preso em 22 de dezembro por suspeita de ameaçar uma testemunha da Operação ZR3
Reprodução/RPC
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) mandou soltar o vereador afastado Rony Alves (PTB), preso no dia 22 de dezembro por suspeita de ameaçar uma testemunha da Operação Zona Residencial 3 (ZR3), que apura um esquema de cobrança de propina para mudança de zoneamento em Londrina, no norte do Paraná.
A decisão liminar do juiz de direito substituto em 2º Grau Kennedy Josué Greca de Mattos, publicada na tarde desta sexta-feira (4), considerou que os fatos, descritos no pedido de prisão pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), não configuram a coação de testemunha no curso do processo.
Até a última atualização desta reportagem, Rony Alves ainda estava detido na Penitenciária Estadual de Londrina I (PEL I).
“Em que pesem os fundamentos lançados na decisão que decretou a segregação cautelar do paciente e na decisão que indeferiu o pedido de revogação de sua prisão preventiva, não verifico se tratar de ameaça a fala do paciente à suposta vítima de que ‘Deus iria castigar quem fez aquilo com ele’ (…), bem como que os dizeres de que a parte ofendida estaria agindo ‘como se não tivesse mãe ou filho que amasse’”, diz um trecho do despacho.
Ainda conforme a decisão, a suposta ameaça ocorrem em 7 de dezembro do ano passado, mas, o pedido de prisão preventiva, foi formulado somente 14 dias depois, em 21 de dezembro. “O que afasta o argumento acerca da urgência da medida para fazer cessar a conduta, em tese, intimidatória do paciente”, afirma o magistrado na decisão.
O juiz ainda considera que a suposta vítima de ameaça já foi ouvida em audiência de instrução realizada em 17 de outubro de 2018, o que elimina o entendimento de que “criaria obstáculos à instrução processual”.
Penitenciária Estadual de Londrina I (PEL I)
Fábio Silveira/RPC
Interrogatório no Gaeco
Estava marcado para a tarde desta sexta-feira o interrogatório de Rony Alves, na sede do Gaeco, como parte do Procedimento Investigatório Criminal aberto para apurar a suposta ameaça à testemunha. No entanto, o depoimento foi desmarcado.
O advogado de Alves, Maurício Carneiro, argumentou que o vereador afastado já tinha sido ouvido na audiência de custódia, realizada na quinta-feira (3).
O Ministério Público alegou que, conforme informação da defesa, Alves permaneceria em silêncio. A partir disso, o interrogatório foi desmarcado para que, dessa forma, não houvesse necessidade de deslocamento do investigado, da PEL I até a sede do Gaeco.
A prisão
A prisão preventiva foi determinada pela juíza de plantão, Claudia Andrea Bertolla, em 21 de dezembro, depois de um pedido feito pelo Gaeco. Alves, que é réu por organização criminosa e corrupção passiva em um processo decorrente da Operação ZR3, estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele foi preso na casa dele, por volta do meio-dia. De acordo com o pedido do Gaeco, em 7 de dezembro, Junior Zampar, a principal testemunha sobre o esquema de corrupção, foi abordado por Alves quando saía de uma agência bancária da cidade e seguia para o estacionamento. Segundo relato de Zampar, o vereador afastado fez ameaças em relação aos depoimentos e o papel dela nas investigações. Foram anexados ao documento imagens de câmeras de segurança da agência que, segundo o Gaeco, mostram Alves caminhando ao lado e atrás da testemunha. Além disso, o relatório de geolocalização da tornozeleira usada pelo vereador afastado comprovou que ele esteve na agência bancária no dia e horário indicados por Zampar. No dia da prisão, o advogado Maurício Carneiro, responsável pela defesa de Rony Alves, confirmou que o vereador afastado encontrou a testemunha no banco, mas negou qualquer tipo de ameaça.
No dia 23 de dezembro a Justiça negou um pedido para soltar o vereador afastado. Durante a audiência de custódia, realizada na quinta-feira, a Justiça manteve a prisão preventiva dele.
A Operação ZR3
A Operação ZR3 foi deflagrada pelo Gaeco em janeiro deste ano. Em 9 de fevereiro o Ministério Público do Paraná (MP-PR) apresentou uma denúncia contra 13 pessoas por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva. Entre os acusados estão os vereadores afastados Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB), servidores públicos municipais e empresários. Conforme o documento, Takahashi, até então presidente da Câmara, e Rony Alves, seriam os líderes da suposta organização criminosa. Os dois negam as acusações. Um servidor público, responsável pelo setor de loteamentos da prefeitura, seria o braço do grupo no Poder Executivo. Em 19 de fevereiro, a Justiça aceitou a denúncia, e as 13 pessoas denunciadas viraram rés por envolvimento nas supostas irregularidades. Veja mais notícias da região no G1 Norte e Noroeste.

Fonte: G1

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