Mistura de smartphone com tablet, os celulares com tela maior ganham popularidade entre os consumidores. O sucesso deve fazer novas empresas apostar no mercado.

 

Ryan Asdourian, Gerente de Comunicações da Microsoft, apresenta o Nokia Lumia 1520, o celular grandalhão da empresa, durante evento para investidores em 2013. Desacreditados quando criados, os phablets ganham mercado no mundo inteiro (Foto: Stephen Brashear/Getty Images)

 

O tamanho talvez ainda assuste. Mesmo assim, há grandes chances de seu próximo celular ser um phablet. Maiores que os smartphones convencionais, os phablets são híbridos de tablets e celulares. Basicamente, têm a tela maior: 5 polegadas medidas na diagonal, no mínimo.

Segundo a consultoria de tecnologia Juniper Research, 20 milhões de phablets foram vendidos em todo o mundo no ano passado. A procura deve crescer. Suas projeções, divulgadas na semana passada, afirmam que o número saltará para 120 milhões de aparelhos em 2016. Essa é a previsão mais recente, mas sequer é a mais animadora. No final de 2013, a consultoria Technalysis já listava a adoção maciça dos phablets entre as principais tendências para 2014. Segundo a empresa, 180 milhões desses aparelhos serão vendidos neste ano.

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A procura surpreende os analistas. Quando criado, o phablet parecia ter potencial limitado. Sendo muito maior que um smartphone e menor que um tablet comum, o aparelho tinha todas as chances de não agradar ninguém: grande demais para fazer telefonemas, pequeno demais para escrever ou navegar com conforto.

O crescimento do interesse por phablets, segundo os analistas, é em parte resultado da boa recepção dos novos aparelhos lançados no ano passado. Em 2013, a Samsung foi bem-sucedida ao apresentar seu Galaxy Note 3. A empresa sul-coreana tem tradição no segmento. Foi ela que o inaugurou no final de 2011, quando colocou o primeiro Galaxy Note no mercado. Saindo na frente, tornou-se referência para a concorrência. A Sony seguiu por esse caminho com o Xperia Z  Ultra. A Nokia lançou seu primeiro phablet em 2013: com sua tela de 6 polegadas, o Lumia 1520 é o maior smartphone  equipado com Windows 8.

Os phablets ganharam popularidade justamente por mudar o foco do telefone  – das ligações telefônicas para todo o resto que se pode fazer com um smartphone: de mandar mensagens a jogar online. Com isso, as fabricantes tentam acompanhar uma mudança no comportamento de seus consumidores. Em 2013, o IDC, uma consultoria especialista no ramo de tecnologia, fez uma pesquisa com usuários de smartphones nos Estados Unidos. Encomendada pelo Facebook, tentava descobrir como as pessoas usavam seus celulares. Segundo os resultados, apenas 16% do tempo era empregado em ligações.

É em meio a esse público, que não quer saber de telefonar, que a demanda por phablets deve crescer mais. Segundo a Juniper Research, os mercados mais promissores estão no Extremo Oriente e na China, onde phablets serão procurados por jogadores aficionados por vídeo-games. Na Coreia do Sul, os phablets já respondem por 2/3 do mercado de aparelhos móveis hoje.

Segundo a Technalysis, os phablets ainda vão ganhar a guerra contra os tablets compactos, aqueles tablets menores, com 8 polegadas ou menos. Atualmente, segundo dados da consultoria, os modelos compactos respondem por mais de 60% das vendas desses aparelhos em todo o mundo. Um bom exemplo, popular entre os usuários, é o Google Nexus 7. A preeminência dos tablets compactos sobre os companheiros maiores foi notada em 2013, quando as versões menores responderam por mais de 60% das vendas. O cenário deve mudar já em 2014, quando suas vendas serão ultrapassadas pelas dos celulares grandalhões.

No Brasil, a procura por phablets é tímida. A tendência é de que a demanda aumente. Por ora, o maior empecilho é o preço dos aparelhos: “Mas o mercado de smartphones no Brasil se popularizou nos últimos três anos. Espera-se que a queda geral de preços faça cair também o preço dos phablets”, diz Bruno Freitas, gerente de pesquisas da IDC no país. “O phablet, por enquanto, é um dispositivo que está focado no usuário disposto a gastar mais.”

Com a ascensão do phablet, o mais natural é que mais fabricantes apostem nesses modelos de aparelho: “É uma questão de tempo para a Apple trazer um produto com uma tela maior. Hoje, o entendimento é de que o tamanho atual basta. Mas isso deve mudar”, diz Freitas. A Apple mexeu no tamanho de seus últimos lançamentos, ligeiramente maiores. A mudança foi tímida. A empresa parece relutante, mas não seria sua primeira rendição: em 2011, colocou no mercado o iPad mini, seguindo a tendência da procura por tablets menores. Talvez um iPhone grandalhão seja aposta segura para os próximos anos. Resta saber se o consumidor brasileiro vai aprovar a ideia.

 

Fonte: EPOCA

 

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