Com 12 anos, Eduardo Marcantes, ainda não tem idade para dormir no alojamento dos jogadores e mora em um imóvel alugado pelo empresário. Eduardo começou no esporte aos cinco anos, jogando como zagueiro; ele está no Rio de Janeiro desde agosto de 2018, quando foi selecionado pelo Flamengo
Reprodução/RPC
Eduardo Marcantes, de Cascavel, no oeste do Paraná, poderia estar entre os dez atletas mortos no incêndio que atingiu o Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ).
Apesar do alívio de ter escapado da tragédia que deixou dez mortos, o jogador se diz dividido pela dor de ter perdido colegas com quem compartilhava o mesmo sonho: o de mudar de vida jogando futebol.
“Minha carreira vai continuar, independente disso. E, agora vou jogar por eles”, destaca Eduardo.
De volta a Cascavel para se recuperar do trauma junto com a família, Eduardo diz que não vai deixar de jogar, mas que a carreira que mal começou vai ficar para sempre marcada pela tragédia no Flamengo.
“Estou tranquilo, porque não estava no local, mas vou sentir muita saudade dos meus amigos. Vou ter muitas lembranças deles, porque um dia antes até jantei com dois deles”, lembra.
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Eduardo começou no esporte aos cinco anos, jogando como zagueiro. Ele passou em uma seleção para jovens atletas do Flamengo e foi para o Rio de Janeiro em agosto de 2018.
Com 12 anos, ele ainda não tem idade para dormir no alojamento dos jogadores e vai continuar morando em uma casa alugada pelo empresário até completar 14 anos.
Eduardo está no Rio de Janeiro desde agosto de 2018, quando foi selecionado para jogar no Flamengo; nas fotos que enviava para a família, alguns momentos com os colegas de time
Arquivo Pessoal
Família de amigos
Ele afirma que quando saiu de casa e deixou a família, ganhou outra, cheia de irmãos da mesma idade. “Era uma família de amigos”, aponta ao lembrar de Vítor Isaías, Gledson Santos e Bernardo Pisetta, todos mortos.
Mesmo sabendo que o filho não estava no alojamento, a mãe, Franciele Farias, conta que não ficou tranquila até ter certeza que Eduardo não estava no centro de treinamento. De acordo com ela, foram as piores horas da vida.
“Por mais que eu soubesse que ele não ficava no alojamento, à noite ele jantava lá. E, vai que naquele dia ele tivesse ficado lá por algum motivo. Fiquei desesperada, tentei ligar e na hora ele não me atendeu, até que consegui falar com o filho do empresário dele, o que me tranquilizou”, comentou. Franciele disse ainda que está muito abalada e que sente muito pelos meninos e pelas mães que perderam os filhos.
“Eles sempre estavam juntos. Nas fotos que o Eduardo me mandava, estava com os meninos, na praia, no shopping. Muito triste”, lamentou.
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Fonte: G1

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