Advogados do ex-governador do Paraná apresentaram nesta quarta-feira (27) a defesa prévia em ação que apura crime de lavagem de dinheiro. Defesa de Beto Richa também pede a rejeição da denúncia e afirma que o MPF ‘formulou denúncia genérica’ RPC/Reprodução
A defesa do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) pediu nesta quarta-feira (27) à Justiça Federal que o processo que apura crime de lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Integração, vá para a Justiça Eleitoral. Ele está preso desde o dia 19 de março, mas por outra investigação. O pedido de prisão foi do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que apura desvio de dinheiro que devia ser usado na construção de escolas, na Operação Quadro Negro. O pedido de incompetência está na defesa prévia apresentada pelos advogados do ex-governador. Beto, a ex-primeira-dama Fernanda Richa, um dos filhos do casal, André Richa, e o contador da família, Dirceu Puppo, são réus por lavagem de dinheiro no processo.
No âmbito da Operação Integração, o ex-governador também é réu por corrupção passiva e organização criminosa. A defesa de mulher e do filho de Beto considerou a aceitação da denúncia – por lavagem de dinheiro – pela 23ª Vara da Justiça Federal de Curitiba como “profunda injustiça”. Conforme a defesa de Richa, a competência para apuração de crimes eleitorais e conexos é atribuição da Justiça Eleitoral, em conformidade com a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 14 de março.
Para justificar a conexão com crimes eleitorais, os advogados alegam que as situações narradas na denúncia do Ministério Público Federal (MPF) envolvem doações para caixa 2 de campanhas eleitorais do ex-governador.
A defesa usa um trecho de um dos termos de depoimento do delator Nelson Leal Junior, ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), no qual ele relata que havia pressão do governo para que um aditivo de uma obra fosse feito porque uma concessionária era “grande financiadora das campanhas” por intermédio de doações via caixa 2. “Por conseguinte, observa-se que para fins de definição da competência é possível vislumbrar na peça acusatória e nos elementos carreados pela acusação – em tese – o delito previsto no art. 350 do Código Eleitoral, atraindo, por conexão, a competência para julgamento do delito de lavagem de ativos”, diz trecho do pedido.
O MPF afirma que Beto Richa recebia propina das concessionárias de pedágio no Paraná. Conforme os procuradores, ele lavava esse dinheiro com a compra de imóveis que eram colocados no nome da Ocaporã, Administradora de Bens. Fernanda Richa é dona dessa empresa, junto com os filhos André e Marcello Richa. Nesse processo, especificamente, é investigada a compra de um terreno em um condomínio em Curitiba, em 2012 – parte do pagamento foi feita em dinheiro vivo. A compra foi acertada por André Richa e por Dirceu Puppo, que atuava como administrador da Ocaporã, segundo os procuradores.
De acordo com o MPF, o valor total da compra foi de R$ 1.950 milhão – desse total, R$ 930 mil foram pagos em dinheiro vivo por André Richa. Na escritura, porém, o valor que consta é o de R$ 505 mil. O imóvel ficou em nome da Ocaporã.
A defesa da Ocaporã afirma que a empresa foi constituída em 2008 para gerir o patrimônio originária da herança do pai de Fernanda e que isso não se confunde com o patrimônio de Beto. “A sociedade tem como sócios apenas Fernanda e seus filhos. Seu marido, Carlos Alberto Richa, nunca foi sócio ou geriu, nem exerceu qualquer função na empresa”, diz a nota.
Outros pedidos
Na defesa prévia, a defesa também pede a rejeição da denúncia e afirma que o MPF “formulou denúncia genérica em detrimento de Carlos Alberto Richa, deixando de delimitar qual foi a contribuição do réu na prática criminosa, em descompasso com o direito à ampla defesa e ao contraditório”. Os advogados alegam ainda ausência de justa causa, pois, segundo eles, a acusação não apresenta indícios mínimos de autoria e materialidade em relação ao ex-governador. Ao todo, oito testemunhas foram arroladas pela defesa no processo, entre elas o deputado estadual e ex-líder do governo Richa na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Luiz Cláudio Romanelli (MDB).
Além disso, a defesa pediu a nulidade de um termo de declaração de Nelson Leal Junior por, segundo os advogados, tratar de “depoimento colhido unilateralmente pelo defensor do colaborador premiado”.
Beto e Fernanda Richa são réus por lavagem de dinheiro em processo da Operação Integração Nani Gois/Alep
Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.

Fonte: G1

Comentários Facebook
https://i1.wp.com/noticias.conexaocorbelia.com/cnx-crbx/uploads/2019/03/defesa-de-beto-richa-pede-que-processo-da-operacao-integracao-va-para-a-justica-eleitoral.jpg?fit=1024%2C576https://i1.wp.com/noticias.conexaocorbelia.com/cnx-crbx/uploads/2019/03/defesa-de-beto-richa-pede-que-processo-da-operacao-integracao-va-para-a-justica-eleitoral.jpg?resize=150%2C150Conexão CorbéliaOeste e SudoesteAdvogados do ex-governador do Paraná apresentaram nesta quarta-feira (27) a defesa prévia em ação que apura crime de lavagem de dinheiro. Defesa de Beto Richa também pede a rejeição da denúncia e afirma que o MPF 'formulou denúncia genérica' RPC/Reprodução A defesa do ex-governador do Paraná Beto Richa...Dicas, curiosidades, entretenimento, notícias e tudo sobre Corbélia e região