Laurindo Panucci Filho é acusado de matar o diretor da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) de Cornélio Procópio, no norte do Paraná, no fim de 2018. Interrogatório ocorreu na sexta-feira (5). Laurindo Panucci Filho prestou depoimento à Justiça, em Cornélio Procópio
Reprodução/RPC
O ex-professor da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Laurindo Panucci Filho, acusado de matar o diretor do campus da instituição em Cornélio Procópio, no norte do Paraná, prestou depoimento à Justiça.
“Sérgio era o meu melhor amigo ali dentro, meu confidente. Estou arrependido. Esse erro não foi intencional. Mesmo que não tenha tido nenhum planejamento, não tinha nada planejado, eu estou arrependido. Perdi a minha vida”, declarou. Sérgio Roberto Ferreira, que tinha 60 anos, morreu depois de ser agredido dentro da instituição na noite do dia 20 de dezembro. Ferreira foi agredido várias vezes com golpes de machadinha. Panucci Filho, de 44 anos, foi preso em flagrante um dia depois, em Teodoro Sampaio (SP), e confessou o crime, de acordo com a polícia. O interrogatório, realizado na sexta-feira (5), durou cerca de 50 minutos. Panucci Filho relembrou o que aconteceu no dia e deu detalhes sobre o crime. Ele permaneceu o tempo todo algemado e negou que o crime foi premeditado. Disse que a machadinha não foi comprada para o assassinato. Em alguns momentos, o ex-professor da UENP chorou.
“Comprei a machadinha no fim da tarde para outra finalidade”, disse.
Laurindo Panucci Filho contou que antes de se reunir com Sérgio Ferreira teve uma reunião na universidade com outro diretor. Nessa reunião recebeu uma advertência, que não assinou por não concordar com o procedimento.
“Fui na reunião, era 18h20, cheguei lá por volta das 18h, a universidade estava praticamente vazia. O diretor disse, ‘chamei você aqui porque tenho algumas situações para conversar com você’, e começou a jogar as situações. Comecei a tentar me justificar, a tentar entender. Quando ele se levantou e disse que era uma advertência. ‘Está advertido e se não assinar a advertência as três [outras pessoas que acompanhavam a reunião] vão assinar como testemunhas’. Disse que não iria assinar porque não sabia do que se tratava. A advertência não traz os motivos. Não assinei a advertência”, contou Laurindo Panucci Filho.
Depois dessa reunião, o ex-professor da UENP ligou para a vítima, que já estava em casa.
“Chegando próximo da minha casa, parei e liguei para o Sérgio. Falei que tinha um assunto não resolvido, que não tinha ficado claro pra mim, e que eu precisava conversar com ele. Aí ele sugeriu que poderíamos nos reunir no gabinete dele. Ele disse que me aguardava lá”, detalhou. De volta a universidade, Panucci Filho descreveu como os golpes foram desferidos.
“Fui pegar o papel para guardar na bolsa, e a machadinha, que estava guardada na bolsa, ele quis me tomar. Ele viu a machadinha e tentou tomar. De acordo com a reação dele, eu puxei para ele não pegar e segurei. Ele se levantou em pé, começou a dar tapa na mesa, eu também levantei e segurei [a machadinha]. Ele agarrou o meu braço, tentando tirar a machadinha. Essa mão escapou e pegou nele. Ai ele tentou pegar o monitor, que estava em cima da mesa, pra me atacar. Estava em pé, sem saber o que fazer naquela situação, porque eu não tinha para onde correr. Então comecei a mexer a mão, dizer ‘para Sérgio’, e aí outro golpe pegou nele. Estava tentando afastá-lo para longe”, explicou. O ex-professor da UENP, exonerado do cargo no dia 27 de março, foi denunciado por homicídio triplamente qualificado. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), ele usou meio cruel, dificultou a defesa da vítima e o crime ocorreu por motivo fútil. Ele está preso em Cornélio Procópio.
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Fonte: G1

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