Ezequias Moreira e Jorge Atherino tinham sido presos em 19 de março, junto com o ex-governador, que está solto; eles são réus na Operação Quadro Negro. Jorge Atherino é apontado como operador financeiro de Beto Richa
Divulgação/RPC
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) mandou soltar na tarde desta quinta-feira (11) Jorge Atherino, empresário apontado como operador financeiro do ex-governador Beto Richa (PSDB), e Ezequias Moreira, ex-secretário estadual. Eles tiveram a liberdade concedida pela 2ª Câmara Criminal do TJ-PR, por três votos a zero. Os desembargadores entenderam que os fatos que levaram à prisão preventiva (por tempo indeterminado) dos réus por obstrução de justiça são antigos.
Atherino e Moreira foram presos em 19 de março, junto com o ex-governador, no âmbito da Operação Quadro Negro, que investiga desvios de mais de R$ 20 milhões em obras de escolas públicas, entre 2012 e 2015. Richa foi solto no dia 4 deste mês, após 17 dias preso. O G1 tenta contato com as defesas dos citados.
O novo relator da Quadro Negro na segunda instância, Francisco Pinto Rabello, havia defendido a concessão do habeas corpus ao ex-governador por entender que um dos requisitos para a prisão preventiva é a contemporaneidade entre os fatos delitivos e o momento da decretação da prisão.
O voto dele foi acompanhado pelos desembargadores José Carlos Dalacqua, presidente do órgão julgador, e pelo desembargador Laertes Ferreira Gomes, que substituiu o desembargador José Maurício Pinto de Almeida – ex-relator do caso.
Ele perdeu a relatoria, conforme regimento interno do TJ-PR, após ser vencido ao votar pela manutenção da prisão dos réus. Filha de relator da Quadro Negro no TJ trabalhou por 8 anos no governo Richa
Desembargador defende voto para soltar Beto: ‘Baseei no entendimento consolidado’
Ezequias Moreira foi citado na colaboração premiada do empresário Eduardo Lopes de Souza, dono da construtora Valor e principal delator da operação
Reprodução/ RPC TV
Investigações
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) aponta o ex-governador como “chefe da organização criminosa e principal beneficiado com o esquema de recebimento de propinas” pagas pelas empresas responsáveis pela execução das obras nas escolas estaduais.
Uma das justificativas apresentadas pela Justiça para decretar a prisão de Beto Richa foi a de que o ex-governador, segundo o MP-PR, atuou para “obstruir as investigações em face da organização criminosa que supostamente integrava”.
Segundo o coordenador do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Leonir Batisti, a obstrução das investigações aconteceu entre 2015 e 2017.
Conforme o MP-PR, Beto Richa determinou que o ex-diretor da Secretaria de Educação do Paraná Maurício Fanini “excluísse de todo e qualquer dispositivo eletrônico que possuísse os registros de fotos, vídeos e comunicações entre ambos” em março de 2015.
De acordo com os promotores, Fanini era o responsável pelo setor que produzia relatórios fraudulentos sobre obras em escolas estaduais. O ex-diretor da secretaria é delator na Quadro Negro.
A decisão aponta que Richa “providenciou uma remuneração mensal a Maurício Jandoi Fanini Antonio em troca do seu silêncio, que passou a ser paga pelo investigado Jorge Theodócio Atherino a partir do mês de novembro de 2015”.
Ezequias foi citado na colaboração premiada do empresário Eduardo Lopes de Souza, dono da construtora Valor e principal delator da operação. A delação afirma que o ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná participou da arrecadação de dinheiro desviado da reforma e construção de escolas para a campanha de reeleição de Beto Richa para o governo do estado.
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Fonte: G1

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