Terezinha de Jesus Guinaia deixou a carceragem do 3º Distrito Policial de Londrina, no norte do Paraná, por volta das 18h desta quinta-feira (27); vídeos dos depoimentos dos réus foram divulgados. Veja trechos de depoimentos à polícia da avó e do pai de Eduarda Shigematsu
Terezinha de Jesus Guinaia deixou a carceragem do 3º Distrito Policial de Londrina, no norte do Paraná, por volta das 18h desta quinta-feira (27) após decisão judicial. Ela e o filho, Ricardo Seidi, que continua preso, tornaram-se réus por homicídio e ocultação de cadáver da neta Eduarda Shigematsu, também nesta quinta. A menina, que tinha 11 anos, foi morta e enterrada no quintal da casa família em Rolândia, também no norte do Paraná, em abril deste ano.
A mulher ficou presa por cerca de dois meses e deixou a prisão sem dar entrevistas. O advogado dela, Mauro Valdevino da Silva, considerou a decisão da Justiça em libertá-la acertada e disse que não há provas contra a avó da vítima. “O inquérito policial não chegou a uma conclusão definitiva se ela teve ou não algum tipo de participação”, afirmou. Em liberdade, ela terá que cumprir medidas cautelares, como se apresentar em juízo um vez por mês, não deixar a cidade ou mudar de endereço sem autorização da Justiça e não pode se aproximar de testemunhas. Conforme a decisão, a avó não será monitorada por tornozeleira.
Para a Justiça, a decisão de soltá-la se deu porque as investigações já foram concluídas e, desta forma, a ré não vai atrapalhar a continuidade do processo. Além disso, ela não tem antecedentes criminais. O advogado de Ricardo Shigematsu não se manifestou alegando que não teve acesso à integra da decisão judicial que tornou ele réu no caso. Eduarda Shigematsu, de 11 anos, desapareceu em Rolândia no dia 24 de abril
Polícia Civil/Divulgação
Vídeos dos depoimentos do pai e da avó
Os vídeos dos depoimento do pai e da avó da vítima à polícia se tornaram públicos nesta quinta-feira. A Justiça retirou o sigilo do processo. Assista acima.
No primeiro depoimento, em 28 de abril, Ricardo disse que encontrou a filha morta em casa. Segundo ele, ela tinha se suicidado. O pai confessou ter enterrado a menina, mas negou ter matado.
Questionado sobre o que a perícia iria constatar em relação à causa da morte da filha, ele disse que seria “pela corda que ela estava pendurada”. “Eu não relei a mão nela, eu não bati nela. Eu nunca bati na minha filha.”
Porém, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) indicou que ela morreu por esganadura. Ricardo foi ouvido novamente em 19 de junho. Nessa ocasião, ele não respondeu as perguntas do delegado.
A avó, em depoimento na noite em que foi presa, disse que não sabia a forma que a neta tinha sido morta e contou que o filho a enganou. “A brutalidade dele, a covardia dele. Pra mim ele não é meu filho, é um monstro. O tempo todo ele me enganou. O tempo todo ele me traiu”, afirmou. Ela disse que não consegue imaginar o motivo para que o filho matasse a neta. “Ele permaneceu frio, calculista e normal”, disse. A avó também rebateu a acusação do filho de que sabia que a neta estava morta quando denunciaram o desaparecimento. “Eu não vou assumir uma mentira. Eu não posso, doutor. Ele tem que assumir as mentiras dele”, explicou. O que diz a denúncia
De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o crime de homicídio tem os agravantes de meio cruel, por os acusados terem asfixiado a menina, por não terem dado chance de defesa para a criança e ainda por feminicídio, já que a agressão tem relação com o fato de a vítima ser mulher.
Além de homicídio e ocultação de cadáver, o MP-PR também denunciou os dois por falsidade ideológica. Eles tentaram adulterar a realidade dos fatos para dificultar a investigação, segundo o MP-PR.
Relembre o caso
A criança desapareceu em 24 de abril em Rolândia. Quatro dias depois, a Polícia Civil encontrou o corpo enterrado nos fundos de uma casa que pertence ao pai da menina, Ricardo Seidi. O homem foi preso e confessou ter enterrado o corpo após, segundo ele, ter achado a garota morta.
Seidi foi preso por suspeita de ocultação no mesmo dia em que o corpo foi achado. A avó de Eduarda, Terezinha Guinaia, foi presa em 30 de abril suspeita de envolvimento no crime.
Eduarda nasceu quando a mãe dela tinha 16 anos. Jéssica Pires perdeu a guarda da menina logo depois de se separar de Ricardo Seidi.
A defesa da mãe da vítima informou que busca “a forçosa punição dos envolvidos” e discorda da soltura da avó, “especialmente porque Ricardo confirmou que a avó sabia ao menos sobre a ocultação de cadáver”. “Assim, em liberdade, nada impede que Terezinha volte a embaraçar a instrução criminal, produzindo versões fantasiosas, a impedir a escorreita aplicação da lei”, diz o advogado.
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Fonte: G1

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