Ary Borges é a camisa 10 e craque do São Paulo que vai em busca do título inédito

Ary Borges é a camisa 10 e craque do São Paulo que vai em busca do título inédito Reprodução/Instagram

Seja no masculino, seja no feminino, o futebol reserva personagens incríveis. E é exatamente nos momentos decisivos em que eles mais aparecem. O primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro Feminino da Série A-2, que acontece neste domingo (18), no Pacaembu, entre São Paulo e Cruzeiro, terá a camisa 10 e craque do time paulista, Ary Borges, à frente do possível primeiro título do Tricolor na competição.

Ariadina Alves Borges, ou apenas Ary Borges, é natural de São Luís, no Maranhão. Quando pequena seus pais foram para São Paulo em busca de melhora na qualidade de vida. A atleta, hoje com 19 anos, sempre teve apoio de sua avó e seu tio pelo amor e paixão pelo futebol. Suas tardes eram jogando bola com amigos e primos. Até então, tudo era brincadeira.

Com a mudança para São Paulo, Ary começou a traçar seus caminhos no futebol feminino. Aos 10 anos, seu pai colocou na escolinha Meninos da Vila, do Santos Futebol Feminino, em apenas três meninas estavam matriculadas. Assim, a craque começou a treinar com os meninos, mas com um certo impace. Até termo de responsabilidade o pai de Ary teve que assinar, por conta das diferenças físicas que havia entre ela e os garotos.

Com passagens pelo Centro Olímpico e Sport Recife, a camisa 10 diz que está preparada para a final do campeonato, vai em busca de um dos maiores sonhos dentro do São Paulo e deseja levantar a taça, como disse em entrevista ao R7.

R7: O que esperar para o primeiro jogo do São Paulo na final do Brasileiro Feminino A-2?

Ary Borges: Vai ser um jogo muito difícil. A equipe do Cruzeiro chega com a melhor campanha do campeonato e elas decidem o título em casa. No caso, elas são favoritas e nós temos que respeitá-las, mas temos que impor nosso jogo. Vai ser importante a gente fazer um bom jogo em casa e poder levar uma mínima vantagem no jogo da volta.

R7: Com a semifinal, o time já estava garantido na elite do futebol feminino, mas quais as expectativas para o próximo ano?

AB: Era nosso maior objetivo no ano, foi complicado pois perdemos o nosso primeiro jogo, tivemos que reverter um placar muito difícil dentro de casa, mas conseguimos buscar. É uma felicidade enorme e estamos aí para voltar à elite.

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Havia uma expectativa muito grande por jogar no Morumbi. O clube inteiro topou. Infelizmente não aconteceu por outros fatores. Será épico o feminino jogar aqui na nossa casa

Ary Borges

R7: Ambos os jogos do São Paulo (masculino e feminino) serão no mesmo dia, com horários duas horas de diferença para a bola rolar e distância de 10 km entre um estádio e outro. Na sua visão, qual a melhor opção em remodelar o calendário do feminino?

AB: Acredito que deveria ter uma comunicação entre as federações, no caso a Confederação Brasileira de Futebol. Um jogo tão importante para o futebol feminino cair consequentemente em um dia que, para o torcedor são-paulino, é muito especial. É complicado pois tem a estreia do Dani Alves, que também é importante. A comunicação entre eles seria uma boa, pois o torcedor não iria precisar escolher entre um ou outro, e poderia marcar presença em ambos.

R7: Você vê que podem existir possibilidades para a equipe feminina do São Paulo jogar no Morumbi? Por quê?

AB: Nessa final já havia uma expectativa muito grande, o clube inteiro topou, todos nós estávamos empolgados para isso pudesse acontecer no Morumbi. Infelizmente não aconteceu por outros fatores, mas ainda temos o Campeonato Paulista e o ano que vem. Será épico o feminino jogar aqui na nossa casa.

É complicado para o torcedor pois tem a estreia do Dani Alves, que também é importante. A comunicação seria uma boa, pois o torcedor não iria precisar escolher entre um jogo ou outro

Ary Borges

R7: Por mais que o Pacaembu seja um estádio que “abraça” o futebol feminino, existe diferenças entre jogar no Pacaebu e no Morumbi?

AB: Existe uma grande diferença sim. O Pacaembu é uma casa alugada e estamos invictas com um bom retrospecto. Querendo ou não, o Morumbi é a nossa casa, é a casa do São Paulo. Seria um grande momento poder ver nosso time jogar por conta da grandeza do Morumbi, mas infelizmente não podemos. E independentemente do lugar, o nosso foco é conquistar uma vantagem em um jogo que é em casa.

R7: O calendário feminino ajuda ou atrapalha em questões de logísticas para divulgação e atrair o público?

AB: Eu acho que atrapalha, até porque estamos passando por um momento um pouco conturbado, já tivemos jogos programados do Paulistão Feminino e quando fomos ver, já havia jogo do Brasileirão no dia seguinte, e assim tinha que mudar toda uma programação inteira. Infelizmente é algo que não temos controle, mas acho que poderia ser um pouco mais organizado.

[Em abril, o calendário dos jogos do São Paulo teve problema. A segunda rodada do Brasileiro Feminino A-2 e a terceira rodada do Campeonato Paulista tiveram datas no mesmo final de semana. Pelo Brasileirão, o jogo era dia 13 de abril (sábado) contra a Chapecoense, fora de casa. Já pelo Paulistão seria contra o Ferroviária no dia 14 de abril (domingo), em casa. Houve alteração no Brasileiro para o dia 10 de abril e vitória com goleada do São Paulo por 6 a 0.]

R7: Você crê que a CBF trabalhando junto com os clubes e abraçando o futebol feminino junto ao masculino possa contribuir para uma melhora e crescimento de demandas de patrocínio e divulgação?

AB: Esse é o grande problema, a CBF trabalhar em conjunto com todas as pessoas que estão ligadas no futebol feminino e é isso que, no caso, não faz a modalidade crescer no Brasil. A partir do momento que eles entenderem, o futebol feminino vai alavancar e as margens irão se abrir, assim vem patrocinador, transmissão, divulgação e os clubes vão poder abraçar cada vez mais a modalidade.

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Fonte: R7

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