‘Pequeno cesto de flores’

O nome Corbélia vem do Francês mais precisamente da palavra “Corbeille” que significa pequeno cesto de flores. O nome foi sugerido pela Sra. Iracema Zanatto, que era florista e esposa do Sr. Armando Zanatto.
De acordo com Lei nº 3356 de 09 de Outubro de 1957, Corbélia foi elevado à categoria de Distrito Administrativo de Cascavel, a 10 de Junho de 1961, de acordo com a Lei nº 4382 à categoria de Município desmembrando-se de Cascavel sendo instalado no dia 08 de Dezembro de 1961

Segundo os historiadores, os primeiros habitantes desta terra foram os Índios Caingangues, visto que foram encontradas peças fósseis e instrumentos de uso pessoal, as margens do Rio Piquiri, que comprovou a existência dos mesmos.

Conforme relato de pioneiros, eles escolheram este lugar devido ao fato de as terras serem férteis e de baixo custo, além do que, podiam pagar as terras em prestações, ao contrário de outros locais, onde somente se compraram terras à vista.

Primeiros habitantes

Uma das primeiras famílias a chegar em 1947 foi a do senhor Pedro Druczkoski, ambos de Mallet – Paraná. Para que pudessem chegar até Corbélia, eles enfrentaram a mata através de picadas, pois não haviam estradas naquela época. Quando aqui chegaram, encontraram somente uma pequena mercearia. A primeira plantação feita por esta família foi altamente prejudicada por uma invasão de gafanhotos, o que fez com que este pioneiro chegasse ao ponto de trocar suas roupas por mandioca nesta pequena mercearia para não passar fome.

Em 1948 chegam em Corbélia as famílias de Joroslau Schuckak, provinda de Canoinhas-RS, indo instalar-se na localidade de São Pedro e, Aldino Formighieri, natural de Passo Fundo-RS, juntamente com seu irmão.

Em 1949, chega em Corbélia o senhor José Skottki, provindo de Santa Catarina e trazendo junto consigo mais cinqüenta pessoas, instalando-se nas proximidades do Rio Melissa. Entretanto, destas cinqüenta pessoas, algumas seguiram viagem. Já em 1951, chega a família Casagrande e inicia a plantação de café.

Por volta de 1953, chega a família de Isidoro Primo Frare, que iniciou a abertura de uma localidade conhecida antigamente como Rio Tigre e hoje é o município de Braganey.
Cada vez mais chegavam pessoas para residir em Corbélia devido à fertilidade e o preço de forma de pagamento das terras, sendo migrantes principalmente dos estado de Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Dentre todas estas famílias, destacamos a família Palhano, Simon, Sauter, de João Schneider, de Pedro Zilso Barella, Helmut Mayer, Henrique Muller, Manoel de Souza, Manoel Vidal, Paulo de Souza, Ivo Farias, Isaidoro Hotz, Venceslau Poires, Alfredo Saturno, Victorio Forcolin, Atílio Cesário Barzotto, Gustavo Scharlau, Egon Vogt, Apélio Casagrande, entre outras famílias.

De centro de distribuição a cidade

Segundo o vídeo produzido na década de 60 pelo Jornal Flamma de Curitiba, Corbélia foi criada inicialmente como centro de distribuição e de abastecimento da região e por possuir terras onde tudo o que se planta colhe, seu clima agradável e por possuir muita madeira, atraiu os cafeicultores e madeireiros que se instalaram no local.

Escudo e Brasão

O autor do Escudo ou Brasão original foi o senhor Julio Tozzo, prefeito municipal de 1965. Sua confecção se deu pela Lei nº 13, de 20/08/1968, do então prefeito João Francisco Mattei. O estudo da idealização do brasão foi feita pelo Studio Pantheon.

Memorial descritivo: Escudo moderno cortinado de bordadura de goles, encimado por coroa mural de ouro de três torres ameadas e sua porta cada uma, privativa das municipalidades. Suportes.
Descrição das partes: as partes Altas são de prata, trazendo a destra, alabarda de São Judas Tadeu; a de sinistra, pinheiro (araucária), ambos de suas cores.

A da ponte de bleu traz silhuetas de fábricas de ouro, carregadas de engrenagens de sable. Bordadura de goles com cinco aspas de prata. Os suportes são hastes de milho e trigo espigados e ramo de café frutado (substituído pela Lei nº411, de 04/06/1997, por ramo de soja), todos estilizados e de suas cores.

No listel, fitão de prata traz a palavra “Corbélia” em letras de bleu.Literatura do Escudo: A prata fala da pureza com que os interesses comuns são encarados pelos habitantes de Corbélia, que tem em seu orago “São Judas Tadeu” o guia e incentivador de reivindicações justas e progressivas.

Enquanto a alabarda lembra o lado espiritual da comunidade; o pinheiro recorda que Corbélia se situa nas férteis terras de araucárias e nos lembra ainda uma das fontes de riqueza do município: o pinho.

Enquanto o bleu recorda a perseverança com que os Poderes Constituídos de Corbélia, olham pelo desenvolvimento do Município: o ouro que apresenta as silhuetas de fábricas fala da solidez conseguida pelo trabalho ininterrupto dos homens de Corbélia que alcançaram com sabedoria e honestidade um alto nível de industrialização para a sua cidade.

O goles fala das lutas e vicissitudes enfrentadas pelos fundadores do Município de Corbélia, lembrados no brasão de armas da cidade pelas aspas de prata.
Os suportes lembram as principais fontes de renda agrícola do município.

No fitão, a palavra “Corbélia” fala que os Poderes Constituídos da cidade e município dedicam seus pensamentos e seu maior interesse ao bem estar dos munícipes e progresso da cidade.

Hino

Letra: Vera Vargas

Música: Sebastião Lima

Arranjo Musical: Acir B. Tedeschi

Tu nasceste igual nascem as flores
Duma prece do sol sobre o chão
Tem teu nome a magia das cores
Que matizam a linda região.
Quando oscilas a messe dourada
As espigas de milho a arroz
Te assemelhas à tela animada
Que com tintas de luz deus compôs.

Corbélia benção divina
És a lidima expressão
O milagre que germina
A cidade do sertão.
Vejo em teu perfil seguro
Que esperança e paz nos dá
A homenagem que o futuro
Despertar ao Paraná.

Nessa esplendida força da terra
E na audácia em labor dessa gente
É que o grande segredo se encerra
No progresso que brota fremente
Conta o Rio Piquiri toda a história
De bravura, de fé e de união.
Que te mostra feliz trajetória
Rumo ao plano ideal da nação.

Corbélia benção divina
És a lidima expressão
O milagre que germina
A cidade do sertão.
Vejo em teu perfil seguro
Que esperança e paz nos dá
A homenagem que o futuro
Despertar ao Paraná.

Você pode ler a história da nossa cidade aqui

Fonte: Daiane Peroza

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