Rivelino

Rivelino Fernando Borba/R7

Ao comentar o fato de que a seleção brasileira não conta mais com um camisa 10 que atua como o grande cérebro do time nacional, assim como ele próprio já foi ao vestir este número nas Copas do Mundo de 1974 e 1978, Rivellino afirmou, em entrevista ao Estado, que o técnico Tite soube tirar um pouco do peso que recaía sobre Neymar antes da chegada do treinador ao comando da equipe canarinho.

Neymar, que assumiu a 10 e a vestiu na Copa de 2014, ostenta este número na camisa como um jogador que atua mais adiantado, sem a responsabilidade de criar as jogadas, assim como já fazia quando foi dirigido por Felipão e depois por Dunga. Com Tite, porém, o melhor equilíbrio tático da seleção deixou o astro do Paris Saint-Germain menos sobrecarregado em sua condição de maior protagonista da seleção.

“Quando o Tite assumiu, ele tirou um pouco dessa responsabilidade do Neymar e tentou dividi-la mais. Quem é diferenciado, o craque da seleção, é o Neymar, mas o que não pode é toda hora dar a bola ao Neymar e achar que ele vai driblar dois ou três e vai resolver sozinho. Com o Tite, ele deu uma respirada neste aspecto. Até porque, quando ele estiver mal, o time tem que jogar também”, afirmou Rivelino.

Já ao ser questionado pelo Estado se o Brasil hoje tem problemas na formação de bons jogadores de criação no meio-campo, o ex-camisa 10 do Brasil respondeu: “Sim. Tanto é que na seleção, que é onde você pode escolher os melhores, já não temos este jogador. O último que tinha essa qualidade era o Alex, que parou de jogar há pouco tempo. Infelizmente hoje existe uma procura maior por parte dos treinadores de um jogador que é mais marcador e que também sai para jogar. Preferem mais este tipo de jogador do que o que tem o talento”.

Rivellino, porém, não acredita que a ausência de um autêntico meia vestindo a camisa 10 seja o principal problema seleção. “Não diria que é o principal, até porque não se tem mais este jogador, e muitas vezes se ‘mata’ este tipo de jogador na base. O Corinthians, que é o campeão brasileiro, não tem. O São Paulo tem o Cueva, que é interessante, mas que não é brasileiro. O Santos tinha o Lucas Lima, que me agrada muito e foi para o Palmeiras. É um baita jogador, que me parece um pouco mais um meia à moda antiga”, opinou o ex-jogador, que foi o camisa 11 da seleção brasileira tricampeã do mundo de 1970, quando Pelé vestiu a 10 pela última vez em uma Copa.

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