Delegado do Núcleo de Cibercrimes, em Curitiba, dá dicas de segurança para evitar crimes na internet. É possível se blindar para evitar que redes sociais sejam clonadas ou invadidas
Após manter um relacionamento virtual com um perfil falso na internet, uma jovem de Curitiba relembra o caso e afirma que ficou incrédula ao descobrir que o jovem, com quem ela trocava mensagens durante dois meses, não existia. “Como está envolvido emocionalmente, você não quer acreditar que é fake. Foi um misto de sensações porque, além do golpe, tem a parte do término do relacionamento amoroso que estava vivendo”, disse.
A jovem conta que começou a trocar mensagens com o suspeito depois que a pessoa a adicionou nas redes sociais. Eles passaram a se comunicar diariamente e, segundo ela, estabeleceram um relacionamento virtual. “Era sempre uma pessoa muito disponível, respondendo, dando continuidade na conversa. Ele falava que estava em Dublin, mandava fotos, vídeos, tudo muito real. Quando conheci, era um cara muito bonito, me chamou atenção”, lembra a jovem.
Ela relata que, de início, chegou a desconfiar que se tratava de um perfil falso, mas verificou que o perfil tinha uma rede completa de amigos, informações e imagens que faziam parecer real. Delegado do Núcleo de Cibercrimes dá dicas de segurança para evitar crimes na internet.
Reprodução/RPC
Depois de um deslize da pessoa, que a convidou para que fosse à Europa para encontrá-la, a jovem descobriu que se tratava de um perfil falso. Com a decepção da descoberta, ela parou de enviar mensagens para a pessoa e conta ter registrado Boletim de Ocorrência (B.O.) na Polícia Civil e Polícia Federal e mudou atitudes para se prevenir. “Eu só aceito pessoas que eu realmente conheço. Mudei drasticamente. Antes, duas mil pessoas me seguiam, hoje, são 400. Não posto muita coisa, tenho muito cuidado. Pode ser que tenha uma pessoa legal do outro lado, mas pode ter alguém ruim”, afirma.
Dicas de segurança
O delegado Demetrius Gonzaga, do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), conta que algumas atitudes podem ajudar a prevenir crimes nas redes sociais e em aplicativos.
Ostentar nas redes sociais é perigoso? “O que nós costumamos recomendar é que as pessoas sejam mais reservadas em relação a aquilo que postam em redes sociais. Principalmente, no que diz respeito à questão patrimonial, em viagens, passeios por determinados locais. Enfim, para qualquer situação que possa se traduzir em um exibicionismo que possa ser mal explorado por alguém mal intencionado”, afirma o delegado.
Todo mundo corre o risco de ser hackeado? “É um risco que todo mundo corre. Na medida em que as novas tecnologias chegam, os novos problemas vêm junto. Hoje é uma constante o problema envolvendo telefones celulares, invasões, clonagens de celulares, invasões de contas de comunidades de relacionamento. Esses são boletins de ocorrência contantes no Núcleo de Combate aos Cibercrimes”, disse. Como proceder em caso de ser vítima de um fake? “Se você teve algum tipo de problema, evidentemente, produza provas. Bata prints da tela, pode-se fazer uma ata notarial em cartório, para que possa subsidiar a autoridade durante as investigações. Algumas vítimas cometem o erro de, quando são vítimas, apagam aquilo imediatamente e, depois, procuram a polícia. Só que a polícia não vai conseguir desencadear uma investigação, se não tiver evidências. Além disso, segundo o delegado, a orientação da polícia, em caso de crimes cibernéticos é para que a vítima registre o caso e peça ajuda em uma delegacia, para que o caso seja investigado.
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Fonte: G1

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