“O ebola não é mais incurável”, disse Jean-Jacques Muyembe, diretor-geral do Institut National de Recherche Biomedicale na República Democrática do Congo, um dos responsáveis por supervisionar os ensaios clínicos de novas drogas em campo. Dois dos tratamentos experimentais aumentaram drasticamente as taxas de sobrevivência dos pacientes infectados, o que é considerado uma vitória na luta contra o ebola, juntamente da vacina experimental que protege contra a ação do vírus.

Desde novembro de 2018, pacientes de quatro centros de tratamento na região leste do Congo, onde o surto se mostrou mais virulento, foram escolhidos ao acaso para receberem uma das quatro novas terapias. O estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de institutos nacionais de saúde dos países onde o Ebola é quase endêmico se baseia na aplicação de quatro terapias, uma com a droga antiviral Remdesivir e três que usam anticorpos monoclonais, grandes proteínas em forma de Y que reconhecem bactérias e vírus invasores, recrutando células do sistema imunológico para atacar esses patógenos: ZMapp, Regeneron e mAb114.  

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Fonte: Tecmundo

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