Segundo a denúncia, médico concursado cobrava de pacientes para fazer cirurgias eletivas pagas pelo SUS. Profissional disse que não vai se manifestar porque não está sabendo da ação. Médico é denunciado por estelionato
Um médico e um ex-diretor administrativo do Hospital Municipal Santa Rita de Cássia, em Nova Londrina, no noroeste do Paraná, foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por estelionato, na terça-feira (8). A denúncia é um desdobramento das investigações realizadas no âmbito da operação Cicuta, deflagrada em junho. Justiça determina o afastamento de quatro funcionários do hospital municipal de Nova Londrina
De acordo com a promotoria, o médico Gilmar Soares de Mello trabalhava no hospital municipal, mas cobrava para realizar cirurgias eletivas, que são aquelas que não são consideradas de urgência. Os procedimentos eram realizados no hospital que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o MP-PR, o profissional dizia aos pacientes que a cobrança era autorizada por lei municipal.
O médico cobrava entre R$ 400 e R$ 3.800 de cada paciente, que normalmente era de baixa renda. A denúncia ainda detalha que, em alguns casos que o médico cobrou, o mesmo procedimento foi pago pelo SUS ao hospital.
O MP-PR atribui ao médico a prática de 18 estelionatos, além do crime de falsidade ideológica. Também pediu que ele seja afastado de qualquer cargo público que possa ocupar. O ex-diretor administrativo do hospital Avelino Alcione Colla foi denunciado pela prática de oito estelionatos. Além do processo criminal, o médico, o ex-secretário de saúde municipal, Paulo Cesar Francischetti, e o ex-diretor administrativo foram denunciados por improbidade administrativa. O MP-PR pede a indisponibilidade de R$ 668 mil em bens dos três investigados.
O que dizem os denunciados
O ex-secretário de Saúde Paulo César Francischetti disse que não foi notificado e, por isso, não vai se manifestar. Francischetti é vereador e funcionário concursado do município. Atualmente é encarregado dos carros da saúde da cidade. O médico Gilmar Soares de Mello disse que não está sabendo da ação e que não recebeu nada, por este motivo não vai se manifestar. Atualmente, o profissional trabalha na unidade básica de saúde.
O G1 não conseguiu localizar Avelino Alcione Colla, ex-diretor do hospital.
Investigação interna
O prefeito de Nova Londrina Otávio Grendene Bono (PSC) disse que na época da operação exonerou Francischetti e Colla dos cargos e o médico envolvido foi afastado do hospital. O profissional ficou trabalhando para o município porque é servidor público.
O médico ainda responde a um processo interno na prefeitura. O resultado dessa investigação deve sair em 60 dias, depois disso será definido se o servidor será demitido ou não.
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Fonte: G1

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