O programa que amplia a malha aérea da aviação comercial já está em funcionamento Desde outubro, o Paraná ganhou novas asas para voar mais alto rumo à competitividade. A inauguração do programa Voe Paraná, parceria do governo estadual com três das principais companhias aéreas que operam no país, trouxe uma oferta de voos ligando diversas cidades do interior que ainda não eram atendidas pela aviação comercial. As primeiras cidades a serem atendidas foram Pato Branco, Ponta Grossa e Toledo. Agora, Campo Mourão, Francisco Beltrão, Umuarama, Paranavaí, Cianorte, Paranaguá, União da Vitória, Telêmaco Borba, Guarapuava, Apucarana, Arapongas, Guaíra e Cornélio Procópio também compõem parte estratégica da malha aeroviária paranaense. Essencial para o desenvolvimento da indústria, a aviação comercial carecia de opções interligando polos de negócios do interior. Desde 2016, a oferta de voos ligando a capital a cidades como Londrina também era reduzida. Com o aumento do ICMS de 12% para 18% na época, as companhias aéreas cortaram diversos trechos. O primeiro impacto foi diretamente no bolso dos empresários: “A oferta de voos era baixa e os preços das passagens aumentaram. A redução também restringiu a possibilidade de fazer um bate-volta, por exemplo, situação bastante comum para os executivos das indústrias. As viagens de negócios ficaram mais caras, longas e perigosas – muitas vezes era preciso viajar por três horas de carro para chegar ao aeroporto mais próximo com oferta de voos em horários adequados”, analisa João Arthur Mohr, gerente dos Conselhos Temáticos e Setoriais do Sistema Fiep.
Facilidades para os empresários
O programa inaugurado no último mês tem foco no desenvolvimento do estado e de todos aqueles que dependem do transporte aéreo de passageiros. O ICMS das companhias de aviação foi reduzido em 2% a cada nova cidade atendida, dando o primeiro passo para as mudanças que vieram nos meses seguintes. “O combustível representa 40% do custo de uma empresa aérea. Com o ICMS de 18% incidindo sobre este valor, o custo geral para operar ficava ainda mais alto. A redução do imposto permite que a companhia aérea tenha um aumento geral de rentabilidade. A contrapartida é a ampliação na oferta de trechos”, explica Mohr. Para o empresariado, o leque maior de opções estimula novos negócios. Com voos diários, fica mais fácil ir de uma cidade a outra para reuniões, treinamentos e prestação de serviços. Na primeira fase do Voe Paraná, a Azul Linhas Aéreas começou a operar em Ponta Grossa, Pato Branco e Toledo. Agora, Umuarama e Guarapuava se preparam para também ganhar voos comerciais regulares dessa companhia. Em outubro, foi a vez da Gol disponibilizar novos trechos, em parceria com outra companhia, a Two Flex. São aviões para até 12 passageiros, mais piloto e copiloto, com rotas ligando cidades como Arapongas, Apucarana, Campo Mourão e Cornélio Procópio até Curitiba. Com as mudanças, o Paraná agora tem a maior malha em número de cidades atendidas com voos regionais do Brasil. O ganho alcança toda a população, de acordo com Mohr: “Os paranaenses que precisam viajar, seja para negócios ou turismo, têm uma oferta de voos diários ou, em alguns casos, de três vezes por semana. As passagens são compradas na própria companhia, com bilhetes únicos que contemplam toda a viagem – é possível ir de Telêmaco Borba até Paris, por exemplo”.
Investimentos e próximos passos
Na lista de avaliação de indústrias que pretendem iniciar atividades em determinada região, a facilidade de acesso e a proximidade ao aeroporto são fatores determinantes. “Uma malha aérea como a do Paraná atrai novas empresas e fortalece as indústrias que já estão instaladas nas respectivas cidades, que passam a contar com um sistema de transporte aéreo eficiente e rápido”, analisa o gerente dos Conselhos Temáticos e Setoriais do Sistema Fiep.
Em 2020, a aviação comercial deve passar por outras grandes mudanças. Uma delas é a concessão de nove aeroportos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para a iniciativa privada, o Bloco Sul. Desses nove, quatro são paranaenses: Londrina, Foz do Iguaçu, Bacacheri (na capital) e o Aeroporto Internacional Afonso Pena, também na região de Curitiba. A concessão deve promover melhorias significativas de infraestrutura, além de estimular o comércio e os serviços no entorno dos aeroportos, incrementando a receita dos municípios com lojas, estacionamentos e hotéis.
Atualmente, o projeto de concessão está na fase de estudos de viabilidades técnica, econômica e ambiental. Uma das necessidades que deve ser atendida para Londrina é a aquisição de equipamentos mais modernos para evitar o fechamento dos aeroportos por causa da neblina ou mau tempo. Em Curitiba e Foz do Iguaçu, a ampliação da pista permitirá decolagens de voos internacionais. A expectativa é que 2020 seja um ano de grandes avanços. “O Sistema Fiep está trabalhando em Brasília, bem próximo aos órgãos públicos federais, para acelerar o processo. No primeiro trimestre estão previstas as audiências públicas; no segundo, a publicação do edital e no terceiro a licitação. Queremos ver esse programa funcionando o quanto antes, para que o Paraná tenha um salto ainda maior em qualidade da malha aeroportuária”, encerra Mohr.
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Fonte: G1

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