Má alimentação e sedentarismo provocam acúmulo de gordura no órgão, diagnóstico, na maioria das vezes, é um achado da ecografia de abdômen O silêncio é um dos maiores desafios da medicina. O leque de doenças assintomáticas é grande e a descoberta tardia e o estilo de vida moderno tem contribuído para agravar problemas de saúde, dos mais simples aos mais complexos. A esteatose hepática não alcóolica, mais conhecida como gordura no fígado, é um deles. Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 30% da população brasileira carrega esse mal silencioso.
A doença é mais um dos frutos indesejáveis da falta de cuidados com a saúde. O excesso de peso, o sedentarismo e a má alimentação têm sobrecarregado o fígado dos brasileiros. Com grande quantidade de glicose acumulada no sangue, o excesso vai parar nesse órgão, demandando energia extra das células. Só que com o passar do tempo a glicose acumulada vira gordura e as células hepáticas não conseguem mais processá-la. Assim começa um processo inflamatório que precisa ser tratado, evitando a evolução para outras comorbidades. “A esteatose hepática é descoberta, na maioria das vezes, como um achado na ecografia de abdome. É uma doença que não tem sintomas específicos, quase sempre assintomática. Se não houver tratamento pode evoluir com o aparecimento de outros problemas como a esteato hepatite, a fibrose do fígado e a cirrose”, detalha Julierme Mellinger (CRM 19531), médico de família da Clinipam. Depois do diagnóstico, o tratamento
A boa notícia é que, quando descoberta cedo, a gordura no fígado é tratada com uma mudança no estilo de vida. Alimentação balanceada, prática de atividades físicas e perda de peso são as principais recomendações médicas. Eliminar entre 3% e 5% do peso já gera um impacto positivo nos indicadores da esteatose hepática da gordura do fígado. Indicado para os casos mais graves, o tratamento medicamentoso pode incluir suplementação com vitamina E e remédios utilizadas no controle do diabetes, mas ainda não há estudos suficientes para considerá-los benéficos. O transplante só é recomendado em último caso, destaca o médico de família da Clinipam: “é uma alternativa quando há complicações no último estágio da esteatose hepática grave, que é a cirrose. Em geral, nesta condição menos comum e de maior gravidade, a cirrose com insuficiência hepática, também há a necessidade de fazermos a reposição de algumas importantes substâncias que o fígado não mais consegue prover ao nosso organismo por causa da doença”.
Na mesma linha, a cirurgia bariátrica não deve ser considerada como opção para quem tem esteatose hepática. Desde que virou febre no Brasil, o procedimento tem sido utilizado para tentar resolver problemas de saúde que precisam ser tratados de forma mais ampla. “É preciso parar de fumar, incluir atividades físicas e priorizar uma dieta hipocalórica. Dar preferência para os carboidratos do bem, como alimentos integrais, que são mais complexos e ricos em fibras. A gordura no fígado é essencialmente tratada com a adoção de um estilo de vida saudável”, finaliza Mellinger.
Direção Clinipam:
Dr. Gilton Guilgen: CRM 6838
Dr. Cadri Massuda: CRM 6310

Fonte: G1

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