Conheça duas obras literárias exigidas na segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Prepara: o tema de hoje é literatura, com apresentação de duas obras importantes
Candidatos que farão a segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) precisam saber sobre as histórias que estão por trás das obras literárias exigidas no processo seletivo. São dez livros que fazem parte da lista do vestibular. Se você é daquelas pessoas que gosta de ler, também não adianta só apreciar o livro. É necessário saber quem é o autor, a época que a história foi escrita e o contexto. Os professores Felipe Guelti e Lucas Lavisio vão ajudar o vestibulando a entender duas obras literárias. A primeira delas é o “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco. “Camilo Castelo Branco escreveu se espelhando em sua vida. ele teve um amor quase que impossível, tentou raptar a esposa. Isso se reflete no livro. No livro há os personagens Simão Botelho e Teresa Albuquerque, esses sobrenomes são fundamentais porque as famílias são inimigas e o amor entre eles seria impossível. Lembra muito a obra de Romeu e Julieta. Além desse casal, tem uma terceira personagem que ama espiritualmente. Essa personagem é a Mariana. Há o amor real de três personagens. Esse amor leva os três personagens a morte, nenhum deles tem o amor concretizado. No ultrarromantismo se esse amor não é concretizado vai ter algum escapismo, nesse caso foi a morte”, explicou o professor Felipe. “O Amor de Perdição é uma obra do século 19 e está dentro daquilo que chamamos amor de português, especificamente na segunda geração chamada de ultrarromântica. Neste caso, o sentimento é levado ao extremo, é marcado por um sentimentalismo exacerbado. Esse romance é um exemplo perfeito disso. O amor é extremamente idealizado, ao ponto de ser espiritual. O escapismo por meio da morte é outra característica do ultrarromantismo. Já que não tenho como concretizar esse amor, então tenho que escapar dessa realidade e um dos meios é a morte”, detalhou o professor Lucas Lavisio. Outra obra que o candidato precisa saber é o “Demônio Familiar”, de José de Alencar. “É uma peça de teatro em quatro atos. Podemos dizer que é uma das peças mais importantes do teatro brasileiro. O personagem central é Pedro, um negro, escravo, e é através dele que toda a trama se desenrola. Temos o amor de um personagem chamado Eduardo que quer chegar até a sua amada Henriqueta. Para ter diálogo, a comunicação entre os personagens é feita por cartas que passam pelas mãos de Pedro. Acontece que Pedro é um escravo ambicioso, é um escravo que sonha ser cocheiro, que guia a carroça dos amos. Pedro não quer que as cartas cheguem até Henriqueta, quer que Eduardo se caso com uma viúva rica, alguém com muito dinheiro, e assim ele poderia conquistar o sonho. Tudo se desenvolve a partir disso. Não tem um narrador nesta obra. Ao final, Eduardo descobre que Pedro estava desviando as cartas”, diz Felipe Guelti. “Pedro é punido com a liberdade. Mas, aí você pensa, um escravo foi punido com a liberdade? Cabe lembrar que após o período de escravidão, o que tivemos foi um processo de marginalização da população negra. O sujeito que era escravo e passou a ser um homem livre não tem trabalho, casa ou sustento. Ele passou a uma condição de total miséria”, conclui professor Lucas Lavisio.
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Fonte: G1

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